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Estudante cria braço mecânico capaz de captar e imitar movimentos

A união de robôs e humanos de forma cooperativa parece assunto para a ficção científica, mas um estudante do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que isso pode ser real e ganhou 10 mil dólares por desenvolver um braço mecânico capaz de copiar movimentos.

Vinícius Bazan Pinto Fernandes, de 22 anos, está concluindo o curso de Engenharia Mecatrônica na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e conquistou o segundo lugar no concurso global Toradex Design Challenge com o projeto Wearable Interface for Teleoperation of Robot Arms.

O WITRA permite que o usuário manipule um robô de forma intuitiva, com o movimento do próprio corpo. Quer que o braço robótico erga algo? Faça o movimento e ele reproduzirá. Tudo porque sensores colocados no braço, antebraço e punho do operador captam as variações. Os dados são enviados para um microcomputador que lê as informações e faz com que a máquina as interprete, recriando a trajetória de maneira quase instantânea. "Esse é o futuro para mim, essa mudança de pensamento da substituição para a cooperação", afirma o estudante.

Para ele, o diferencial de sua proposta na comparação com os demais concorrentes foi a interface intuitiva. “Tenho uma espécie de lema: dar para qualquer usuário, independentemente da idade e da escolaridade, a mesma performance. Criar sistemas complexos, mas com interfaces simples”, explicou o jovem, que vê nessa concepção uma opção mais amigável para o futuro da relação entre máquinas e homens.

“Eu acredito que é uma possibilidade para a indústria e toca em um ponto que não é a substituição do homem pela máquina, e sim a cooperação. Unir as duas coisas: a inteligência do humano com a força e a precisão do robô”, afirmou. “Esse é o futuro para mim, essa mudança de pensamento da substituição para a cooperação”.

O empenho deu resultado. Após sete meses de competição, o estudante foi informado que havia conquistado o 2º lugar e que, em maio, iria receber um cheque de 10 mil dólares. Agora com o dinheiro em mãos, ele pretende investir o montante para, no futuro, definir a melhor forma de usá-lo. “Pretendo trabalhar com inovação e levar o conhecimento para outras pessoas, provavelmente usar para criar um negócio”.

Fonte: G1